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Reprovação no abdominal do TAF: análise técnica mostra quando a contagem pode estar correta (ou não)

  • Foto do escritor: Adriano Miranda
    Adriano Miranda
  • há 1 dia
  • 1 min de leitura

A reprovação no teste de abdominal em concursos públicos costuma gerar uma dúvida recorrente: a contagem realizada pela banca realmente corresponde ao movimento executado?


Em um caso analisado em perícia audiovisual, o candidato teve sua execução questionada, levantando a hipótese de inconsistência entre o número de repetições realizadas e a contagem registrada.


A análise técnica envolveu o processamento do áudio do vídeo, com o objetivo de recuperar a inteligibilidade da contagem verbal e correlacioná-la com o movimento corporal executado. O material apresentava limitações técnicas relevantes, como baixa taxa de amostragem (16 kHz) e áudio mono, fatores que normalmente dificultam a clareza da fala e a análise detalhada .


Mesmo diante dessas limitações, foi possível recuperar aproximadamente 80% dos eventos acústicos relevantes e realizar a degravação da contagem com precisão técnica.


A etapa mais importante da análise consistiu na correlação entre:

  • os comandos verbais de contagem


  • os ciclos biomecânicos do movimento abdominal


Essa correlação permitiu verificar que havia sincronismo consistente entre o áudio e o movimento, especialmente no momento de validação da repetição — quando o candidato atinge o ápice da fase concêntrica.


Ou seja: a contagem estava tecnicamente compatível com a execução.


Esse tipo de resultado demonstra que:

✔ nem toda reprovação está tecnicamente correta

✔ o vídeo pode conter elementos objetivos de defesa

✔ a análise pericial pode reconstruir a execução com precisão


Se você foi reprovado no abdominal e possui o vídeo do teste, é possível verificar tecnicamente:

  • se a contagem foi correta

  • se houve falha de avaliação

  • se há base técnica para recurso


A perícia audiovisual transforma o vídeo em prova técnica.

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